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Algumas vezes é alarmante constatar como essa operação de “cobertura” dos biscoitos extrusados é negligenciada, apesar da sua importância.

Seja na forma líquida e/ou na forma de produtos adicionados em pó, a falta de exatidão da aplicação do coating afeta três importantes aspectos no ramo de nutrimentos para o segmento Pet Food:

O CUSTO do produto, a PALATABILIDADE e a APARÊNCIA.

Resultado disso é obvio: produto fora da sua faixa de preço no mercado não é comprado pelo Cliente – e se for comprado, a falta de palatabilidade e a má aparência certamente impedirão a re-compra.

Não vamos abordar aqui os casos de sub-dosagem intencional por motivo de custos de fórmula. Também não vamos falar na importância da palatabilidade de um alimento para cães e gatos.

Vamos falar sobre dinheiro jogado fora, quando ocorre sub ou super – dosagem por falta de bons equipamentos e controles e mesmo a dosagem desuniforme – aquela que causa produtos “manchados”, de péssimo aspecto.

Tomaremos o cuidado de não abordar como exemplos alguns alimentos “Super Premium”, nos quais se inclui até 15% ou mais de líquidos, usando para isso o processo de adição à vácuo.

Vamos falar de uma adição “comportada”, da ordem de uns 5% (total) de óleo de frango e palatabilizante hidrolizado, num alimento de boa performance.

Esses ingredientes custam hoje em média de US$ 4 até 5 dólares por kg, e no caso do óleo de frango, são raras as ocasiões em que o vemos chegar do processador já limpo, centrifugado – e às vezes até indevidamente tratado contra oxidação.

Dependendo da composição macro desse alimento, o custo desses líquidos como “coating” podem chegar a alcançar algo como 5 e até 7% do custo total da fórmula – portanto, não é um custo desprezível, principalmente se essa operação for mal feita e mal controlada.

Infelizmente, são comuns os casos de inventários mensais que acusam “surpresas”: quebras ou ganhos de enorme porte no estoque de óleo de frango ou de hidrolisado.

Os problemas começam na operação de recebimento e sequencialmente:

  • Falta de tratamento adequado com antioxidantes.
  • Ausência de filtros adequados antes da bomba para armazenagem, no circuíto até o tanques diários de trabalho e no circuíto até os bicos injetores.
  • Equipamentos de adição inadequados e bicos injetores que não funcionam.
  • Ausência de medidores de vazão confiáveis.

Soluções antigas, como por exemplo aferição volumétrica em um balde e adição em tambores rotativos ainda são usadas. O resultado na eficiência da aspersão e no controle do volume adicionado nesse processo contínuo certamente não é dos melhores.

Linha do Tempo:

1. Tambores rotativos e aferição volumétrica em baldes.

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2. Uso de roscas cortadas, simples ou duplas ou calhas com pás e controle de fluxo por medidor mecânico/eletrônico.

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3. Sistemas de adição duplos, com medidores mássicos de líquidos e/ou controle do fluxo de extrusados por pesagem contínua, com PLC atuando sobre o inversor de frequência da bomba de líquidos.

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4. Sistema de balanças de pesagem do líquido e do extrusado, e aplicação dos líquidos por sistema de batchs em misturador de alta performance sobre células de carga.

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Caso seja utilizado na opção vácuo, o sistema de aplicação de líquidos por bateladas usando misturador de alta performance sobre células de carga permite a inclusão de líquidos (na ordem correta) em taxas maiores que 15% em peso.

Pelo fato de não danificar o produto, gerar excelente homogeneização e apresentar uma variação total de líquidos (e extrusados) da ordem de 1%, acreditamos que a tendência é a utilização cada vez mais frequente desse sistema nos próximos anos.

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