• Produto em forma de “Cunha” ( Wedging)

Esse fenômeno ocorre quando o produto flui de maneira desuniforme através da matriz , sendo cortado mais fino de um lado do que do outro.

A causa mais comum é quando o produto´é retido parcialmente nas costas da faca , à medida que o conjunto de facas percorre a superfície da matriz.

Se esse é o principal motivos , há tres medidas à serem tomadas:

1. Redução da espessura da lamina da faca , e/ou
2. Aumentar a velocidade das facas ao mesmo tempo em que se reduz o numero de facas
3. Ajustar o ângulo de corte da lamina.

O fenômeno de “ Cunha” tambem pode ser causado pelo produto fluindo mais rapidamente por um lado da matriz. Em uma extrusora de rosca simples , a fluxo de saída do produto na periferia da matriz tende a ser mais rápido que na região central.

Esse gradiente de velocidade radial pode ser resolvido criando um espaço morto entre o final da rosca conica de saída e a face interna da matriz – é o que chamamos de “ pré -expansão” .

Aumentar um pouco a taxa de alimentação tambem pode ajudar , assim como incrementar a viscosidade do produto pela redução do extrato etéreo da massa à ser extrusada – pois sempre é possível adicionar um pouco mais de óleo ou gordura por fora do pellet.

O fluxo do produto também é afetado pelo desenho da matriz.

Ao desenhar a matriz , o fabricante deve ter o cuidado de evitar cantos vivos , transformando-os em curvas mais suaves , de maior raio. Encurtar a seção paralela de fluxo ( chamada de “ land lenght” ) no lado da matriz de menor velocidade de
fluxo também pode ajudar , mas não é uma solução viável / fácil de se fazer em uma matriz já pronta e tratada , e por isso não é usualmente adotada.

• COBERTURA ( COATING ) DESUNIFORME

Nem sempre é fácil identificar visualmente o problema . Muitas vezes as falhas de banho de óleo / flavor só se tornam perceptíveis quando aparecem problemas de queda de palatabilidade no produto .

Falhas facilmente percebidas ou não , a primeira coisa à fazer é tratar adequadamente o líquido recebido , principalmente se esse for o óleo de frango ou peixe

Pouquíssimo fabricantes de pet food no mercado tem a sorte ou o poder de negociação para adquirir somente óleos de origem animal já centrifugados , no qual a maior parte das partículas sólidas em suspensão foram previamente removidas..

Assim a primeira coisa a fazer é usar um ou mais sistemas de filtros no recebimento de óleo.

A maior parte dos sistemas de aplicação de banho de óleo ( coating) que vemos hoje nas industrias ainda utiliza bicos de pulverização para essa tarefa , o que obviamente fica impossível se o líquido tiver grande quantidade de sólidos em suspensão .

Não é difícil de encontrar até pedaços de carcaça de aves nesses líquidos .

Vejam abaixo foto do recebimento de óleo de frango em um pré filtro . O produto estava de acordo com as especificações de acidez e sem rancificação , portanto aparentemente “ pronto” para uso . O único problema é que seria impossível adiciona-lo através de um sistema padrão de pulverização sem pelo menos duas etapas de filtragem….

fabricacao

Após a armazenagem , e já no tanque dário de serviço o problema pode persistir se não houver um ou mais filtros-cesta antes da bomba que envia o produto para os bicos.

esquema

O terceiro ponto crítico do processo é a MEDIÇÃO da quantidade de líquido adicionado.

Se você não for um felizardo que tem um sistema de medição mássico ( caro) , e o seu conjunto de adição for por aferição volumétrica ( muito mais comum) , pode parecer obvio , mas não se esqueça de multiplicar os litros da aferição pela densidade do óleo….. a sua formula pede kg de óleo , e não litros – a diferença é significativa…..

De qualquer modo , sempre recomendamos que ao invés de utilizar apenas o sistema simples de aferição em um balde, tenham pelo menos um medidor volumétrico de líquido , com contador resetável mecânico ou eletrônico..

Lembre-se que se você medir o líquido por uma derivação na saída da bomba , esse medida nunca será a mesma do que ocorre na ponta do bico – isso em função da altura manométrica ,dos trechos em curva da tubulação ,e da perda de carga
ocorrida tambem no bico.

Para líquidos com viscosidade menor que 150 mpas ( média/ baixa viscosidade) , sugerimos a utilização de medidores de engrenagens ovais , câmara simples, na qual o corpo atua como camara de medição. No caso de medidores eletrônicos , um sensor magnético ou indutivo é inserido em uma das tampas do medidor a fim de captar os pulsos gerados de acordo com a revolução do par de engrenagens ovais , ou seja : a quantidade de pulsos é proporcional à vazão.

Recomendações adicionais:

• verifique a temperatura do líquido que está sendo adicionado: o produto tem que fluir….
• Verifique se os bicos não estão sujos ou bloqueados.
• Verifique se o formato do spray está correto ( em leque , ou cone).
• Aumente o numero de bicos e a capacidade da bomba , se necessário.

No próximo numero da Revista Pet Food falaremos mais um pouco sobre a resolução de problemas na extrusão.

SUCESSO!!!

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